Um projeto que já existe desde janeiro de 2020, O projeto Desencalhando a estante, da professora Carolina Bianchezi, ajuda leitores de todo o país a ler mais, sem gastar muito, e ainda descobrir o potencial escondido de suas estantes, ao se deparar com verdadeiras jóias raras ao ler as páginas dos livros que se encontram há meses, às vezes anos, parados nas nossas estantes, até pegando poeira, e, a partir deles, vemos verdadeiras pérolas de conhecimento e aprendizado. Mas isso só se tornou possível através desse projeto grandioso, que nos permite conhecer melhor livros e autores.
Logo do projeto Desencalhando a estante, do Blog Explosão de letras.
Fonte: Instagram do projeto.
Agora que conhecemos um projeto, vamos às propostas apresentadas pelo projeto para esse ano e como participar. Você vai ver que é mais fácil do que imagina.
Tudo que é necessário fazer é separar os livros que você tiver parados na sua estante, por temas ou autoria, e fazer uma lista de leituras, que pode ser anual, ou semestral. Você pode ir modificando os livros a ser lidos durante esse período, ajustando, mas sempre dentro da proposta de leitura. Agora, vamos à proposta para as leitura do projeto em 2023:
* Propostas para TBR's do Projeto Desencalhando a estante 2023.
Janeiro: Temática: 🦋Livro cujo título seja o nome de uma pessoa; 🦋Livro de um(a) autor de língua portuguesa;
Fevereiro: Temática: 🦋Livro de capa vermelha; 🦋Livro com temática de festa;
Março: Temática: 🦋Livro com uma mulher na capa; 🦋Livro de autoria feminina; 🦋Livro de ficção contemporânea;
Abril: Temática: 🦋Livro de autor europeu; 🦋Livro histórico (ficção histórica, fatos reais, etc.)
Maio: Temática: 🦋Livro de capa azul; 🦋Livro com flores na capa; 🦋Livro que seja sobre a figura materna (ou alguém que exerça esse papel);
Junho: Temática: 🦋Livro de Coletânea(pode ser antologia, ou contos, poemas, etc); 🦋Livro de autor(a) do Continente norte-americano;
Como a maior parte da interação dos participantes é via instagram, ao fim de cada leitura, você pode colocar a resenha, incluindo nela a hashtag do projeto, #explosãodesencalha23, ou #tocadocoelho, em homenagem ao clube literário que participa do projeto esse ano, formado por alunos de ensino médio.
Dito isso, agora é só procurar seus livros encalhados, montar sua TBR e boa leitura!
Você pode se surpreender, mas os clássicos da literatura tem um poder transformador na vida de uma pessoa. Um leitor nunca mais será a mesma pessoa depois de ler o primeiro clássico. Pode ser um romance, uma fábula, um conto, uma crônica muito divertida, ou mesmo uma peça teatral muito relevante, o fato é que os clássicos podem ser muito importantes no nosso dia-a-dia enquanto leitores. Mesmo com uma bagagem cultural variada e muito importante, ainda assim, os clássicos seguem sendo esnobados pelos leitores todos os dias.
Mas, aí você pode perguntar "por que ler clássicos quando há leituras bem mais interessantes?", ou então "sou obrigado a ler?" (essa pergunta assombra a nós, leitores e professores), e a raiz do problema pode ser bem mais profunda do que se imagina.
Primeiramente, a falta de uma postura diferente em relação aos clássicos pode estar na forma como eles nos são apresentados. O primeiro contato com livros dessa natureza é na escola, já nas etapas da nossa educação em que somos considerados "leitores proficientes", então sempre iremos nos deparar com Machado de Assis, Lima Barreto, José de Alencar e por aí vai. Contudo, se o aluno não tiver exemplos de leitura e formação leitora na própria casa, a empreitada dos professores de apresentar os clássicos aos alunos será de cara um fracasso, ainda mais porque a escola usa os clássicos de forma avaliativa, medindo o conhecimento adquirido através da leitura. E esse não é o único problema.
A criança, de qualquer idade, precisa de modelos de formação leitora em casa para que o gosto pela leitura e, consequentemente, pelos clássicos, possa ser estimulado. Mas não basta ser um leitor e não mostrar como os livros são importantes na vida de uma criança. É importante que os pais, ainda na infância tenra (dos 6 aos 11 anos), se acostumem a levar os filhos para a biblioteca pública, que geralmente tem esquemas de funcionamento nos fins de semana. Aproveitar as férias escolares para isso também é uma boa oportunidade para isso. Não é preciso gastar fortunas, e ainda há a chance de a formação leitora dessa criança gerar bons frutos.
Apresentação do Livro Lucíola para projeto de leitura.
Data: 06. Jun.2021
Fonte: arquivo pessoal
Outra verdade que precisamos aceitar é que os clássicos também não são atraentes devido à linguagem usada pelos autores, geralmente oriundos de famílias abastadas, o que lhes permitia poder publicar suas obras sem problemas. A linguagem usada pelos autores corresponde a uma época bem mais distante de nós, alguns termos até caíram em desuso. Isso, no entanto, não anula sua validade. Os temas e aspectos abordados nos clássicos são muito atemporais, alguns valores até conseguiram sobreviver a todas as transformações sociais, então isso faz com que os clássicos sejam muito importantes para a formação leitora. Ainda que você não goste, não pode negar a importância de um clássico.
Contudo, há época para apreciá-los em sua mais completa beleza. A melhor forma de conhecer os clássicos é por meio dos clubes de leitura, que nos permitem entender sua relevância da forma mais completa.
Eu vou deixar dois vídeos aqui nesse artigo que vão dar uma ideia de como os clássicos se fazem importantes na vida de um leitor, e aí você pode tirar suas conclusões. Mas nunca se esqueça, independente da época em que foram escritos, os clássicos, no fim das contas, falam de pessoas e suas esperanças no futuro. Com essa, me despeço e até o próximo artigo. Tchau, pessoal!
Estamos comemorando dois anos de criação do Divã Literário, e para registrar esse momento, vamos celebrar esse momento organizando nossa primeira leitura conjunta aqui no Divã! E a leitura de estreia nessa nova dinâmica será a de ninguém menos que o mestre do suspense, Stephen King.
A dança da morte, o título mais comentado pelos leitores desde 2020, sendo inclusive leitura do clubinho do King, Organizado por Ju Cirqueira, Duda Menezes e Barbara Sá, traz uma perspectiva sob o ser humano que é mais atemporal do que pensamos. E muito mais assustadora também 😅
O título, publicado pela primeira vez em 1978, foi reeditado, trazendo muito mais elementos e curiosidades sobre os personagens, além de extensões dos eventos que ocorreram no desencadear da pandemia conhecida como Supergripe no contexto da narrativa. Além dos ditos eventos, vemos muito mais da faceta do ser humano, algo que não só nos permite refletir, além de nos colocar bem próximos da realidade, afinal,afinal, antes de escrever sobre eventos, mesmo os sobrenaturais, King escreve sobre pessoas.
Para quem desejar participar dessa leitura conjunta, esse post é um convite aberto para quem quiser acompanhar a leitura, aí é só deixar um comentário e entrar em contato
Há 205 anos, o mundo perdeu uma das maiores escritoras românticas da Europa, talvez do mundo. Mesmo depois de sua morte, os romances, várias vezes editados e traduzidos em vários países ainda encantam e são motivo de muita controvérsia entre os fãs.
Jane Austen escreveu pelo menos oito romances, sendo Sandition o único não concluído pela escritora, o mais famoso deles, Orgulho e preconceito, é o queridinho dos leitores, incluindo esta que vos fala; suas heroínas são mulheres fortes, determinadas e até bastante empoderadas, se considerarmos os padrões e normas sociais da época em que seus romances são ambientados. Contudo, mais do que romances cálidos, com pares românticos recatados, Austen tinha uma escrita irônica e muito ácida, que, de certo modo, denunciava os abusos e desmandos da época, cometidos por e contra as mulheres. Em um século no qual mulheres eram sistematicamente silenciadas, Jane era a voz delas; Jane expôs, inclusive com muita ironia, a forma como os casamentos, mesmo entre pessoas de classes menos favorecidas, eram arranjados, não garantindo apenas posses, mas até como provimento futuro da mulher. Como as mulheres não tinham direito de herança, ou sucessório, pelo menos até o século XX, era com o casamento que era garantido o sustento futuro de uma mulher.
Filha de um clérigo, Jane Austen teve o raro privilégio de receber uma boa educação, algo que foi muito providencial para sua arte literária. E a autora reconhecia isso ao escrever seus personagens, a maioria mantenedores de uma estrutura social na qual ela mesma vivia.
Mesmo depois de 250 anos, os romances austerianos são muito atemporais, denunciando falhas de caráter social e individual que vemos hoje, pleno século XXI, na sociedade. As mulheres. As narrativas de Austen trazem, junto com o romance romântico, uma mensagem de apoio e esperança, significando que a mulher vai enfrentar problemas, preconceitos e precisa(rá) lutar por aceitação, mas não significa que deva se sentir sozinha. Há várias mulheres que também lutaram por respeito, aceitação e liberdade, num contexto diferente, mas foram vitoriosas.
Em comemoração ao Bicentenário do falecimento da autora, o grupo Jane Austen do Brasil estará, durante todo o mês de julho, oferendo cursos, lives e palestras, com o objetivo de familiarizar ainda mais os leitores com as obras de valor inestimável, escritas pela autora britânica. Se você, leitor, tiver interesse em conhecer mais sobre Jane Austen e suas obras, é só navegar neste Site dedicado à autora, e aproveitar toda a riqueza que tem a oferecer.
Também em comemoração ao Bicentenário, O Divã Literário, durante esse mês, fará um post, dividido em três partes, trazendo aos leitores curiosidades e a experiência pessoal de ter conhecido as obras literárias de uma autora tão singular e que, mesmo após mais de 200 anos, ainda tem muito a nos dizer.
O post de hoje traz a resenha da leitura do Desencalhado de Junho do Projeto Explosão Desencalha 22, coordenado pela Profª Carolina Bianchezi, que poderia ser um livro de poema ou prosa poética, ou um livro de autoria americana. Me senti super tentada a ler Stephen King (tem pelo menos três na minha estante para desencalhar), mas esse mês preferi mais uma vez privilegiar a literatura paraense e a leitura do mês foi o livro de poemas "Os três lados da moeda: vida e morte em poesia", do autor Denis Girotto de Brito, paulista de nascimento, mas que hoje vive no município de Bragança, conhecido como a Pérola do caeté (também conhecido pela sua farinha, mas isso é para a culinária, vamos focar no livro, certo?).
Os Três lados da moeda traz, dividido em três partes, diferentes abordagens da mesma coisa que buscamos entender que é a natureza humana, que é muito mais complexa do que imaginamos, se pararmos pra pensar. Já tinha lido ele quando ganhei de presente, em 2015, ele foi também material de um trabalho acadêmico sobre poesia e prosa poética que fiz ainda no 6º semestre da faculdade de letras, apresentando também outros poetas, Adalcinda Camarão entre eles, que literalmente roubou meu coração com sua escrita tão profunda. Mas a experiência de ler assim, fora do contexto acadêmico foi inigualável e única. Estou aproveitando para ler fora da academia autores que li e estudei na faculdade e tendo uma outra percepção (olha o que nós perdemos quando não somos ensinados a apreciar a leitura que fazemos no contexto escolar). E aconteceu o mesmo com esses poemas que literalmente mudaram minha percepção, até de mim mesma, permitindo um momento de reflexão tão necessário.
Quero parabenizar esse escritor incrível pelo que proporcionou aos leitores e torço para que mais pessoas possam conhecer a literatura paraense e toda a riqueza que ela tem para a formação do leitor.
Livro: Os três lados da moeda - vida e morte em poesia
Autor: @girottobrito
Editora: @cromoseditora
#leiturasdomês #poesiaparaense #explosãodesencalha22 #divãliterário
No post de hoje trago uma resenha de uma leitura que não imaginava que faria, mas, fico feliz de ter feito, devido a mundo de possibilidades que tenho agora. Vou explicar.
Eu comecei a ler O poder do chá de sumiço ainda nessa vibe, início de ano, cheia de energia e pronta pra fazer mudanças, e disposta a aplicar tudo (ou quase), quando li as muitas resenhas, a maioria negativa. Isso quase me fez abandonar a leitura. Ainda bem que não o fiz, pois isso me permitiu observar o livro por outro viés. Vamos lá:
O livro não é dos mais geniais, ele é muito bom pra ler nessa vibe de início de ano, começos e recomeços. No entanto, foi uma leitura fluída, muito leve, até, apesar da linguagem um tanto misógina. A mensagem transmitida pelas dicas dos chás, com adaptações pontuais, podem ajudar a (re)significar o profissional no mercado de trabalho. Por incrível que pareça, as dicas dos chás podem ser recicladas com sucesso e, acredite se quiser, já deu resultado.
A mensagem do livro para as mulheres não é das mais positivas em alguns aspectos, mas é possível tirar lições positivas de uma leitura que não é nota 10, mas que também não é das piores.
Boa noite, pessoas queridas, como estão? Tudo pronto para o fim de semana?
No post de hoje trago uma resenha de 100% de uma leitura que não imaginava que faria, mas, fico feliz de ter feito, devido a mundo de possibilidades que tenho agora. Vou explicar.
Eu comecei a ler O poder do chá de sumiço ainda nessa vibe, início de ano, cheia de energia e pronta pra fazer mudanças, e disposta a aplicar tudo (ou quase), quando li as muitas resenhas, a maioria negativa. Isso quase me fez abandonar a leitura. Ainda bem que não o fiz, pois isso me permitiu observar o livro por outro viés. Vamos lá:
O livro não é dos mais geniais, ele é muito bom pra ler nessa vibe de início de ano, começos e recomeços. No entanto, foi uma leitura fluída, muito leve, até, apesar da linguagem um tanto misógina. A mensagem transmitida pelas dicas dos chás, com adaptações pontuais, podem ajudar a (re)significar o profissional no mercado de trabalho. Por incrível que pareça, as dicas dos chás podem ser recicladas com sucesso e, acredite se quiser, já deu resultado.
A mensagem do livro para as mulheres não é das mais positivas em alguns aspectos, mas é possível tirar lições positivas de uma leitura que não é nota 10, mas que também não é das piores.
Livro: O poder do chá de sumiço. Autor: Emakknuel Halle
Estou bastante ausente, por motivos de saúde, e com isso não se brinca. Por isso, tudo aqui no Divã está pausado, estou concentrada em me recuperar.
Atualmente, estou cuidando mais de mim. Ainda fico muito sobrecarregada, mas não mais como antes, mas, se por acaso, o Blog ficar meio "às moscas", eis o motivo.
Outro motivo muito necessário para a pausa é que o espaço aqui vai passar por reformulações, e isso exige muito planejamento e quero que isso aqui seja perfeito, que cumpra seu papel. Vai levar um tempinho, algumas pausas a mais (muito necessárias!), mas garanto que o resultado vai ser muito bom.