Uma leitura linda, envolvente e brutal! Isso é que tenho a dizer sobre esse livro, um sonho de leitura, que desejava fazer há muito tempo.
Boa tarde, pessoas queridas, tudo bem? Hoje trago, com muita emoção e um nó na garganta, o início da saga do menino Alfredo, protagonista da série de 10 livros escritos pelo autor paraense Dalcídio Jurandir, intitulada "Ciclo do Extremo-Norte". Essa é uma resenha de 100% bem diferente, porque eu tinha algumas expectativas em relação à essa leitura, todas elas superadas por páginas de imenso envolvimento, nas quais a beleza e a brutalidade andam perigosamente lado a lado. Não tem como não ficar encantado, nem ficar imparcial durante a leitura. A sociedade da Vila de Cachoeira, como era chamada na narrativa dalcidiana, vivia uma situação de epidemia de gripe espanhola, uma pandemia que atingiu o mundo inteiro. E nesse contexto crescia Alfredo, um garoto que anseia por sair do ambiente em que vive, a fim de frequentar a escola e mudar sua realidade. Sua vida se resume à única escola que tem disponível na localidade, sua família e o desejo de se mudar. Sua infância é marcada pela atitude da mãe, que, mesmo amorosa, não consegue realizar o sonho do filho, e do pai, um homem que se esconde atrás de seus famosos catálogos, a representação palpável da acomodação e inércia de um homem que se acostumou à vida que tinha, prejudicando assim o sonho de quem deseja crescer. A fim de suportar sua dura realidade, o menino cria uma ligação com um carocinho de tucumã, criando um mundo onírico que o ajuda a lidar com a frustração dessa constante e inevitável continuidade (palavrinha pesada, né? Os 9 livros restantes explicam o porquê dela). Essa é uma narrativa incrível, que promete mudar tudo que realmente acreditamos sobre realidade, vida e futuro e o leitor, depois da última página, nunca mais será o mesmo. Livro: Chove nos campos de Cachoeira Autor: Dalcídio Jurandir Editora: @paragrafoeditora #leitura #literaturaparaense #autoresparaenses #autordaminharegião
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